Conhecimento, curiosidade, atenção e entrosamento. Estes foram os principais ingredientes da capacitação para jovens quilombolas sobre o diagnóstico do potencial do TBC, ocorrida nos dias 23 e 24 de setembro, na comunidade quilombola Jaibara dos Nogueiras, no município de Itapecuru Mirim.
A atividade faz parte da implementação do projeto de Turismo de Base Comunitária, por meio do programa de Valorização e Socialização da Cultura Quilombola das Ações Transitórias da Vale, executadas pelo INSPOSUMA, e dá seguimento a iniciativas que contemplem a juventude quilombolas das nove comunidades atendidas pelas Ações Transitórias.
No primeiro dia, a programação contou com boas vindas com café da manhã organizado pelas lideranças de Jaibara, ladainha composta pelo jovem Carlos Eduardo Muniz, construção de mapa mental e almoço fartamente servido na sede da Associação de Moradores.
A tarde iniciou com visitação guiada à casa vernacular de Canta Galo, o Museu Meu Quilombo Minha História, onde foram recepcionados pelas lideranças e conheceram um pouco da história de Canta Galo, da tecnologia social que resultou na construção da casa vernacular, relembraram suas infâncias por meio da memória afetiva contida em cada um dos artefatos que constroem o acervo do museu. Ao final da visitação, puderam saborear as delícias gastronômicas produzidas com produtos orgânicos da roça e da horta em forma de bolos, tortinhas, biscoitos e sucos, todos feitos com muita dedicação pelas mulheres que gerenciam a cozinha comunitária Santa Luzia, na comunidade de Canta Galo.
No segundo e último dia foram apresentados aos conceitos básicos das ferramentas necessárias para a realização das pesquisas. Os jovens aprenderam sobre diagnóstico, tipos de perguntas (fechadas e abertas) e por fim, após apresentação dos mapas mentais, fizeram um exercício utilizando a matriz FOFA.
A capacitação sobre o potencial do diagnóstico do TBC para jovens quilombolas é mais um passo em direção à implementação da Rota Turística, iniciada com o projeto piloto de Canta Galo, mas que pretende, por meio das próprias comunidades, “descobrir” possíveis atrativos turísticos que enriqueçam a experiência do TBC nas comunidades.